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Os Papas e a Renovação Carismática (2010) |
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Autor: Texto Reinaldo B. Reis - Revista Brasil Cristão - Julho 2010 |
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João Paulo I, de brevíssimo pontificado (33 dias), não chegou a pronunciar-se a respeito da Renovação Carismática, propriamente. Mas em dezembro de 1974, quano ele ainda era o Patriarca de Veneza, escreveu ao Cardeal Suenens a respeito de seu livro "Um Novo Pentecostes", dizendo, entre outros coisas: "Obrigado pelo bem que fizestes à minha alma e pelo serviço que prestastes à Igreja através de sua inspiração..." (O livro do Cardeal Suenens fala das características e da espiritualidade da Renovação Carismática).
Na sequência, temos João Paulo II - o Papa com quem, por enquanto, por mais tempo conviveu com o Movimento. E como foi pródigo João Paulo II em apoiar as Novas Comunidades e Movimentos Eclesiais. Memorável foi o Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais por ele convocado, em maio de 1998, quando milhares de participantes dos diversos movimentos reconhecimentos pela Igreja afluíram a Roma para estar com ele e receber dele seus direcionamentos, seu apoio, seu incentivo. Por muitas e muitas vezes ele se dirigiu direntamente à Renovação Carismática. Como pastor seguro, magnânimo, preocupado com cada porção do rebanho, elogiou coerêcias, apontou dificuldades, conclamou a observância dos critérios de eclesialidade que deveriam nortear a RCC, sem nunca ensejar nenhum ar de desânimo e, corajosamente, agindo, por vezes, como um definido defensor da identidade do Movimento.
Eis algumas falas de João Paulo II à Renovação Carismática, para ilustrar o seu pastoreio: "Como não dar graças pelos preciosos frutos espirituais que a Renovação gerou na vida da Igreja e de tantas pessoas? Quantos fiéis leigos - homens e mulheres, jovens, adultos e anciãos - puderam experimentar na própria vida o maravilhoso poder do Espírito e dos seus dons! Quantas pessoas redescobriram a fé, o gosto pela oração, a força e a beleza da Palavra de Deus, traduzindo tudo isto num generoso serviço à missão da Igreja! Quantas vidas mudaram de maneira radical! Por tudo isto, hoje, juntamente convosco, desejo louvar e agradecer ao Espírito Santo" (À RCC na Itália, 04/04/1998).
"No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela "cultura de Pentecostes", a única que pode fecundar a civilizaçõa do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: "Vem, ó espírito Santo! Vem! Vem!". (14/03/2002).
"A Igreja e o mundo têm necessidade de santos, e nós somos tanto mais santos quanto mais deixamos que o Espírito Santo nos configure com Cristo. Eis o segredo da experiência regeneradora da "efusão do Espírito", experiência típica que caracteriza o caminho de crescimento proposto pelos membros dos vossos Grupos e das vossas Comunidades" (L'Osservatore Romano, 30/03/2002).
E, finalmente destacamos o seu último a celebração da Vigília de Pentecostes de 2004, na Praça de São Pedro, em Roma: Disse ele: "Graças ao movimento carismático, tantos cristãos, homens e mulheres, jovens e adultos, têm redescoberto Pentecostes como realidade viva e presente na sua existência cotidiana. Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja, como um renovado salto de oração, de santidade, de comunhão e de anúncio" (29/05/2004).
Um verdadeiro reconhecimento pontifício público da identidade do Movimento, bem como um mandato e direcionamento do apostolado que deve lhe caracterizar: apostolado de difusão da espiritualidade e da efusão do Espírito do Pentescostes! |
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